O melhor Gorgonzola para acompanhar o Creme de Abóbora

Por Renata Curzi

Os melhores parceiros para os queijos azuis são alimentos adocicados: peras, maçãs, mel, aipo, vinho do porto… e por que não abóbora?! É uma harmonização por contraste em que o sabor picante e salgado do queijo é equilibrado pela doçura desse legume. O creme de abóbora com gorgonzola é  uma delícia, ótimo para aquecer as noites de inverno. A receita é muito fácil, o segredo é o tipo de gorgonzola que utilizaremos.

Creme-de-abobora-com-gorgonzola

O melhor resultado é quando escolhemos um queijo gorgonzola jovem, que demora mais para dissolver-se no caldo quente. Assim o creme aveludado ganha mais uma textura: a maciez lânguida e granulosa do queijo semi-derretido.

O queijo azul mais velho se liquefaz mais facilmente devido a vários fatores, entre eles a ação das enzimas do mofo sobre as proteínas. Quando entra em contato com o calor, o gorgonzola mais maturado logo desaparece, se incorpora à sopa. Tudo fica meio que a mesma coisa.

Pois é, nada é tão simples quando o assunto é queijo.

Como identificar um gorgonzola jovem

Nessa receita usei um exemplar com 40 dias de maturação. O gorgonzola é considerado jovem com até 50-60 dias. Se o queijo vem embalado de fábrica é simples identificar sua idade, basta contar os dias desde a data de fabricação impressa e adicionar mais 25, como já explicamos aqui.

Porém, muitas vezes, compramos o queijo cortado e embalado pelo próprio supermercado. Nesse caso a data que aparece na etiqueta é a data do corte e não a da fabricação. Mas há outras maneiras de avaliar a idade de um gorgonzola:

.Cor: quanto mais jovem, mais clara é a massa do queijo. No gorgonzola mais velho a cor tende para o palha.

. Mofo: no início da maturação a cor do mofo é mais esverdeada, mais forte e se destaca bem na massa esbranquiçada.

.Consistência: o queijo mais novo é mais firme e vai adquirindo cremosidade com o decorrer da maturação.

.Sabor: o queijo jovem tem sabor mais suave, algumas pessoas o preferem assim. Mas se for muito novo o sabor pode estar ainda desbalanceado, tendendo para o amargo ou às vezes “mofado”.

 Receita

Creme de abóbora com gorgonzola

Tempo de preparo 40 minutos

4 porções

Ingredientes

.500g de abóbora japonesa em cubos

.500ml de caldo de legumes

.1 cebola média cortada em cubos(150g)

.1 colher de sopa de manteiga

.3 colheres de sopa de creme de leite fresco

.1 colher de chá de sal

.pimenta do reino moída na hora

.150g de queijo gorgonzola jovem em cubos

Modo de fazer

Em uma panela média, aqueça a manteiga e refogue a cebola. Acrescente a água, a pimenta do reino e o sal e deixe cozinhar por mais ou menos 20 minutos até a abóbora ficar macia.

Bata no liquidificador até formar um creme. Volte o creme para a panela e adicione o creme de leite. Aqueça novamente se achar necessário, sem deixar ferver.

Sirva e adicione cubos de gorgonzola sobre o creme.

 

 

 

 

Degustação Horizontal de queijo Brie

Por Renata Curzi

Neste fim de semana fizemos uma degustação só com queijo Brie –
degustação horizontal. Essa história começou porque nossa amiga Márcia, grande incentivadora do blog e louca por Brie, queria testar nossos conhecimentos sobre queijos na prática, rsrs.

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Levamos o desafio a sério. Convidamos alguns amigos, entre eles o Marco Antônio, um que “chef” que atua como dentista nas horas vagas; definimos o cardápio; escolhemos um espumante e tudo virou festa.

Marco, o dentista cozinheiro, e nossa amiga Lilian

Marco, o dentista cozinheiro, e nossa amiga Lilian

Começamos com a degustação, depois o Marco preparou um risoto de aspargos com presunto parma, que ficou tudo de bom. A sobremesa foi figos maduros grelhados no mel acompanhados de queijo Brie.

A noite foi super agradável, rimos muito e nos divertimos. O que comprova nossa teoria de que os queijos transformam encontros em celebração. Obrigada Dani, Lilian, Marcelo, Márcia, Marco e Letícia, adoramos a companhia de vocês.

Quando fazer uma degustação horizontal

A degustação horizontal é o melhor método para quem quer entender e aprender mais profundamente sobre um determinado tipo de queijo.

Carla explica para Márcia e Dani como avaliar a consistência do queijo Brie

Carla explica para Márcia e Dani como avaliar a consistência do queijo Brie

No nosso caso, a proposta foi ajudar nossos amigos a descobrir suas preferências, a identificar os estágios de maturação e a entender a diferença entre os principais fabricantes de Brie que encontramos no mercado.

Escolhemos 5 queijos de marcas diferentes e em estágios de maturação diversos. Optamos por deixar as fatias inteiras e cortá-las no decorrer da degustação para enfatizar a importância de julgar a textura, consistência e a aparência ao escolher um Brie.

 

Queijos com leite de cabra : é fácil gostar !

Por Carla Reis

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Muitas pessoas me dizem que é difícil acostumar com o sabor dos queijos com leite de cabra.  É muito comum ouvir as frases  “nossa é forte” ou “ não quero, tem muito gosto de cabra”…

Realmente sabores mais diferenciados às vezes nos assustam. Eu, apesar de apreciar todo tipo de queijo confesso que os de leite de cabra com sabor muito forte me incomodam e ficam enjoativos ao meu paladar. Não me arrisco fácil a experimentar vários tipos de uma só vez !

Gosto do sabor e dos queijos maturados, mas para um consumo casual e despretensioso como uma happy hour ou para uso na culinária , prefiro os queijos desta categoria com sabor mais suave.

O famoso gosto “de cabra” …

O leite de cabra é naturalmente mais aromático que o leite de vaca graças a sua riqueza em ácidos graxos voláteis, responsáveis pela percepção deste aroma pungente no leite. Temos a sensação que é um leite mais “forte” . Esta característica é ainda mais realçada no queijo, que concentra todos estes compostos na massa revelando uma grande intensidade de sabores e aromas.

Ou seja, tem que gostar, ou melhor, tem que “aprender a gostar”, e neste caso partir diretamente para um queijo maturado de leite de cabra pode ser um choque e afastar os desavisados de uma vez por todas deste mundo de sabor.

Uma maneira bem bacana para um cheeselover  fazer sua “iniciação”  ao sabor marcante do leite de cabra é escolher queijos mais suaves para acostumar o paladar à característica de sabor deste queijo e só depois partir para se deliciar com queijos mais maturados como um Valençay ou um Saint-Marcellin.

Uma boa pedida e que agora encontramos mais facilmente no mercado nacional, é o gouda holandês de leite de cabra.

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Já procurava este queijo há um tempo: a cor branquinha e brilhante é muito atrativa. O queijo que comprei já estava cortado, mas a embalagem transparente me permitiu ver a característica da massa no corte , minimizando meu risco ( e meu investimento, afinal custa R$ 74,00 o quilo desta preciosidade e eu não queria errar …)

Observar para comprar..

Apertar para verificar a textura é um bom indicador do grau de maturação: para este queijo a textura deve esta resistente ao toque, mas não firme e dura como de um parmesão.

A cor da massa  também merece ser observada:  deve ser igual , homogênea da crosta até o centro do queijo , bem branquinha , sem machas ou aparência ressecada.

Normalmente a crosta deste queijo é bem fina, quase imperceptível  e vem com uma camada de parafina para proteger o queijo do ressecamento excessivo.  Ah, tire a casquinha de parafina da crosta antes de comer.

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Valeu a pena minha compra, ainda mais que os holandeses são especialistas neste tipo de queijo. A textura estava como eu esperava: firme ao corte, mas muito cremosa, desmanchando na boca e revelando o sabor pronunciado do leite de cabra de forma delicada e harmônica. É um queijo que apesar de suave, tem  sabor bem equilibrado e que mostra a que veio, sem passar despercebido .

Fiquei encantada. É sem dúvidas um queijo para aqueles que querem  se arriscar no universo aromático dos queijos de leite de cabra , sem receios. Fica a dica!

Tiramisu ao limoncello: uma sobremesa fácil, rápida e sofisticada

Por Renata Curzi

Tiramusu-cítricoUma sobremesa deliciosa que qualquer um consegue fazer para surpreender as mamães no dia delas. A receita é super prática e nem um pouco enjoativa. Como é pouco doce, a gente come e logo quer repetir. O frescor do limão equilibra bem o creme e a sobremesa
fica levinha, levinha.

A inspiração para a receita veio desse site aqui. Mas essa versão é feita com ovos crus, coisa que eu não uso aqui em casa. O jeito foi adaptar. Essa receita ficou um verdadeiro Frankeinstein. Mas deu muuuito certo! Podem confiar.

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Queijo Mascarpone: a alma do tiramisu

O mascarpone tem origem italiana e é feito com o creme do leite, e não com leite, como a maioria dos outro queijos. No método tradicional, o creme é deixado fermentando até coalhar. Essa coalhada é então dessorada com um pano.

Não é em qualquer supermercado que se encontra o mascarpone. Em cidades menores também é difícil achá-lo. Uma substituição possível é o cream cheese, que tem um teor menor de gordura e um processo de fermentação e coagulação diferente, mas o resultado é aceitável.

tiramusu-citrico-3O uso mais conhecido do mascarpone é mesmo no tiramusu, mas ele pode ser usado também em massas, risotos, carnes e em várias sobremesas.

Receita

Tempo de preparo: 30 minutos,

Rende 8 porções (8 taças de sobremesa)

Ingredientes

.1½ pacote de biscoito champanhe partidos ao meio

Calda

½ xícara de licor limoncello

½ xícara de água

½ xícara de suco de limão (aproximadamente 2)

3 colheres de sopa de açúcar

Creme de Mascarpone

400g de mascarpone (caso não encontre em sua cidade, pode substituir por cream cheese)

300ml de creme de leite fresco gelado

6 colheres de sopa de açúcar

Modo de preparo

Calda

Misture todos os ingredientes em uma panela e ferva por 5 minutos.

Transfira para um prato fundo e deixe esfriar.

Creme de Mascarpone

Bata todos os ingredientes na batedeira até obter uma consistência firme.

Ponto do creme de mascarpone

Ponto do creme de mascarpone

Montagem

Coloque um pouco do creme no fundo de cada taça individual.

Aos poucos, molhe os pedaços de biscoito na calda fria e vá colocando sobre o creme.

Faça outra camada de creme, outra de biscoitos e finalize com creme.

Decore com raspas de limão.

Atenção: O biscoito não pode ficar muito tempo na calda pois tende a desmanchar. Molhe poucos pedaços de biscoito de cada vez. Não tem erro.

 

 

 

 

Ricota de Outono

Por Carla Reis

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O outono é minha estação preferida. Manhãs frias de céu azul, dias quentes, tardes com céu avermelhado que segundo minha mãe dizia, é sinal de noite fria.

Poético e inspirador! Tanto que me deu vontade de fazer um prato especial, quentinho e gostoso para comer no fim desta bela tarde.

Apelidei de Ricota de Outono

Como já falamos aqui, a Ricota é muito versátil: como é leve e gratina fácil, fica perfeita em pratos quentes.

Veja como é simples e leva somente 4 ingredientes:

  • 250g de Ricota fresca *

*Utilize sempre ricota fresca: escolha uma peça como no máximo 7 dias após a   data de fabricação e com boa aparência , cor branca e sem manchas amareladas na crosta.

  • 1 ovo inteiro
  • 2 colheres de azeite de oliva extra virgem
  • Pimenta do reino ( moída grossa ) e sal a gosto.

Amasse a ricota com um garfo e misture o ovo. Adicione o azeite, a pimenta e o sal. Misture tudo até formar uma massa homogênea.

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Coloque a massa em uma forma de torta refratária, previamente untada com manteiga e leve ao forno ( média 200ºC ) por 15 minutos ou até gratinar.

A torta fica dourada e crocante por fora e bem macia por dentro.

Servi com fatias de pão, tomates e um vinho tinto suave.

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Experimente este prato quente com queijo e deixe sua tarde de outono mais saborosa e aconchegante.