“A Rota do Queijo”

Por Carla Reis & Renata Curzi

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O começo da viagem..

Pensem em uma noite bacana , divertida ? Pois é, foi assim a degustação guiada ” A Rota dos Queijos” realizada na última sexta-feira pelo o oquedoqueijo.com  no espaço Casa Rio Verde , uma tradicional casa de vinhos de Belo Horizonte.

Nosso objetivo nestas degustações é divulgar a cultura queijeira e transformar os apreciadores em conhecedores da arte de fabricar e degustar queijos.

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Sala de degustação , pronta para nossa viagem ao mundo dos queijos.

A degustação foi regada a bons vinhos indicados pelo sommelier Renato Vinhal da Casa Rio Verde que harmonizaram perfeitamente com os queijos escolhidos.

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Vinhos: os amigos perfeitos dos queijos.

E assim entre queijos e vinhos, muitas histórias e boas risadas, que apresentamos aos nossos convidados cheeselovers um pouco da arte e do segredo do nosso ícone gastronômico.

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Os discos cuidadosamente preparados para uma experiência gastronômica perfeita.

Harmonizações de Queijos & Vinhos da degustação Rota do Queijo:

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Provolone para petiscar

Por Carla Reis

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O provolone é um dos queijos mais apreciados pelos brasileiros como já falei aqui e hoje eu encontrei um provolone defumado realmente muito bom!

Considero “muito bom, o provolone que foi maturado até ficar picante e que apresenta uma textura macia mais ainda estruturada que você consegue desfiar sem desmanchar ou esfarelar. Adoro quando consigo desfiar os queijos de massa filada, como provolone e mussarela: é uma terapia ficar puxando os fios e comendo sem pressa!

Outro ponto importante para um bom provolone é o ponto da defumação: não é raro encontrar provolones que passaram do ponto e ficam com a crosta seca e com um gosto forte de fumaça.

A defumação deve atuar como coadjuvante para dar a explosão de aromas típica do provolone. É um toque gourmet, não pode jamais mascarar o sabor do queijo.

O petisco Continuar lendo

Pão de queijo: a receita

Por Renata Curzi

No último post contamos aqui qual o melhor queijo para se fazer pão de queijo. Explicamos a teoria com a ajuda do Valdir e da Hélen Sara Spaniol, especialistas no assunto. Só que faltou a receita.

Mais uma vez, recorri a nossos amigos. O Valdir compartilhou com a gente uma receita que usa 2 tipos de polvilho: o azedo, que segundo ele faz aumentar a elasticidade no crescimento, porém deixa o produto mais quebradiço; e o tipo doce que entra para minimizar esse efeito.

Pão de queijo

O resultado é um pãozinho crocante por fora e macio por dentro.Tenho que confessar que nunca havia feito pão de queijo na vida. No entanto fiquei feliz, feliz com a minha produção. É mais fácil de se fazer do que imaginava. Continuar lendo

O melhor queijo para pão de queijo

Por Renata Curzi

Que o queijo é o principal ingrediente do pão de queijo todo mundo sabe. Mas saber as funções e características que esse ingrediente confere ao tradicional quitute mineiro é outra história. Aprender sobre isso nos ajuda a identificar o melhor queijo para pão de queijo e as possibilidades de substituição, se houver necessidade.

Para responder a essas questões conversamos com a Hélen Sara e com o Valdir Spaniol. O Valdir é engenheiro de alimentos e a Hélen é técnica em laticínios. Eles trabalharam por muitos anos em uma indústria que fazia o queijo para uma fábrica de pão de queijo famosa. Experiência em fazer um queijo perfeito para essa iguaria eles têm de sobra.

Qual a função do queijo no pão de queijo? Continuar lendo

Queijo Colonial , o queijo das mulheres

Por Carla Reis

colonialNa semana que passou , estive na região serrana do Rio Grande do Sul e aproveitei  “a deixa” para conhecer um pouquinho mais do tradicional queijo Colonial.

Conversando com alguns locais conclui que o queijo colonial está para os gaúchos assim como o queijo Minas está para os mineiros…

Bah , é pura verdade: este queijo não falta na mesa dos gaúchos e é  consumido puro, em lanches como também na culinária.

O queijo colonial chegou ao Brasil juntamente com os imigrantes italianos por volta de 1875. Palavras da D. Ana da lojinha especializada na venda de queijos e vinhos  fabricados na serra gaúcha : “ aprendi a fazer o queijo colonial com minha mãe , que aprendeu com a minha avô que veio da Itália fugida da guerra . Tirar o leite e fazer o queijo era ofício das mulheres para ajudar nas despesas da casa”.

Quem ainda dúvida do empreendedorismo feminino ? Desta forma a cultura da fabricação do queijo foi disseminada pela região que sempre foi muito propícia a criação de gado de leite.

Mas o que este queijo tem de especial ? Continuar lendo

Queijos com leite de cabra : é fácil gostar !

Por Carla Reis

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Muitas pessoas me dizem que é difícil acostumar com o sabor dos queijos com leite de cabra.  É muito comum ouvir as frases  “nossa é forte” ou “ não quero, tem muito gosto de cabra”…

Realmente sabores mais diferenciados às vezes nos assustam. Eu, apesar de apreciar todo tipo de queijo confesso que os de leite de cabra com sabor muito forte me incomodam e ficam enjoativos ao meu paladar. Não me arrisco fácil a experimentar vários tipos de uma só vez !

Gosto do sabor e dos queijos maturados, mas para um consumo casual e despretensioso como uma happy hour ou para uso na culinária , prefiro os queijos desta categoria com sabor mais suave.

O famoso gosto “de cabra” …

O leite de cabra é naturalmente mais aromático que o leite de vaca graças a sua riqueza em ácidos graxos voláteis, responsáveis pela percepção deste aroma pungente no leite. Temos a sensação que é um leite mais “forte” . Esta característica é ainda mais realçada no queijo, que concentra todos estes compostos na massa revelando uma grande intensidade de sabores e aromas.

Ou seja, tem que gostar, ou melhor, tem que “aprender a gostar”, e neste caso partir diretamente para um queijo maturado de leite de cabra pode ser um choque e afastar os desavisados de uma vez por todas deste mundo de sabor.

Uma maneira bem bacana para um cheeselover  fazer sua “iniciação”  ao sabor marcante do leite de cabra é escolher queijos mais suaves para acostumar o paladar à característica de sabor deste queijo e só depois partir para se deliciar com queijos mais maturados como um Valençay ou um Saint-Marcellin.

Uma boa pedida e que agora encontramos mais facilmente no mercado nacional, é o gouda holandês de leite de cabra.

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Já procurava este queijo há um tempo: a cor branquinha e brilhante é muito atrativa. O queijo que comprei já estava cortado, mas a embalagem transparente me permitiu ver a característica da massa no corte , minimizando meu risco ( e meu investimento, afinal custa R$ 74,00 o quilo desta preciosidade e eu não queria errar …)

Observar para comprar..

Apertar para verificar a textura é um bom indicador do grau de maturação: para este queijo a textura deve esta resistente ao toque, mas não firme e dura como de um parmesão.

A cor da massa  também merece ser observada:  deve ser igual , homogênea da crosta até o centro do queijo , bem branquinha , sem machas ou aparência ressecada.

Normalmente a crosta deste queijo é bem fina, quase imperceptível  e vem com uma camada de parafina para proteger o queijo do ressecamento excessivo.  Ah, tire a casquinha de parafina da crosta antes de comer.

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Valeu a pena minha compra, ainda mais que os holandeses são especialistas neste tipo de queijo. A textura estava como eu esperava: firme ao corte, mas muito cremosa, desmanchando na boca e revelando o sabor pronunciado do leite de cabra de forma delicada e harmônica. É um queijo que apesar de suave, tem  sabor bem equilibrado e que mostra a que veio, sem passar despercebido .

Fiquei encantada. É sem dúvidas um queijo para aqueles que querem  se arriscar no universo aromático dos queijos de leite de cabra , sem receios. Fica a dica!

Ricota de Outono

Por Carla Reis

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O outono é minha estação preferida. Manhãs frias de céu azul, dias quentes, tardes com céu avermelhado que segundo minha mãe dizia, é sinal de noite fria.

Poético e inspirador! Tanto que me deu vontade de fazer um prato especial, quentinho e gostoso para comer no fim desta bela tarde.

Apelidei de Ricota de Outono

Como já falamos aqui, a Ricota é muito versátil: como é leve e gratina fácil, fica perfeita em pratos quentes.

Veja como é simples e leva somente 4 ingredientes:

  • 250g de Ricota fresca *

*Utilize sempre ricota fresca: escolha uma peça como no máximo 7 dias após a   data de fabricação e com boa aparência , cor branca e sem manchas amareladas na crosta.

  • 1 ovo inteiro
  • 2 colheres de azeite de oliva extra virgem
  • Pimenta do reino ( moída grossa ) e sal a gosto.

Amasse a ricota com um garfo e misture o ovo. Adicione o azeite, a pimenta e o sal. Misture tudo até formar uma massa homogênea.

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Coloque a massa em uma forma de torta refratária, previamente untada com manteiga e leve ao forno ( média 200ºC ) por 15 minutos ou até gratinar.

A torta fica dourada e crocante por fora e bem macia por dentro.

Servi com fatias de pão, tomates e um vinho tinto suave.

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Experimente este prato quente com queijo e deixe sua tarde de outono mais saborosa e aconchegante.