La Fromagerie Quatrehomme

Por Carla Reis Para os amantes do queijo Paris é um pedacinho do paraíso. Eu já havia escrito este post há um tempo, mas só agora resolvi postar e dividir com vocês uma visita que fiz na Fromagerie Quatrehomme, na cidade luz. Visitei Paris logo quando comecei a escrever o blog e sai procurando lugares bacanas para compartilhar: foi assim que descobri esta queijaria.

Fromagerie1A fromagerie Quatrehomme  é muito tradicional na França, atualmente é gerenciada pela Mm. Marie Quatrehomme , a 4ª em uma geração de especialistas na arte de maturar queijos – condecorada no ano 2000 com o título máximo da categoria de Melhor Conhecedora de queijos da França e a 1ª mulher a receber este título. Demais, né! FROMAGERIE A queijaria é muito aconchegante: você entra e encontra uma mesa com vários queijos harmonicamente expostos e um profissional para te apresentar e orientar sobre cada um deles.

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Foto do site Fromagerie Quatrehomme

Foto do site Fromagerie Quatrehomme

Os queijos são comprados nas queijarias familiares de várias regiões da França e trazidos para as câmaras de maturação que ficam no subsolo da loja. Os queijos são maturados nas condições ideais para desenvolver o melhor de sabor e textura. Marie cuida de cada lote e determina o ponto ideal que o queijo será disponibilizado à venda. Existe um queijo com idade ideal para cada gosto: vai do sabor mais suave ao mais pungente, depende da preferência.

Foto site fromagerie quatrehomme

Foto site fromagerie quatrehomme

O mais interessante é que o atendimento é personalizado:  entre um bate e papo e outro eles tentam te conhecer melhor e depois indicar o queijo que melhor combina com seu paladar, com a ocasião de consumo, enfim o queijo ideal para o seu perfil. Nada como conhecer os desejos do consumidor e oferecer o produto certo. E de quebra indicam o vinho, os acompanhamentos e tudo mais que tem disponível na loja para incrementar sua mesa de queijos… e a gente compra, é claro !!! rsrs É uma experiência muito bacana que vai além da compra. Você sai com a sensação que aprendeu sobre o assunto e ainda fez amigos. Fica aí a dica: se tiver na bela Paris, invista um tempinho para conhecer esta fromagerie. Fica há alguns passos do “Le Bon Marché de Paris” na Rue de Sévres. Vale a pena conferir. endereço

Guia de Queijos

Por Carla Reis

Gostaria de compartilhar com todos os amigos do blog, minha entrevista para o Guia de Queijos Polenghi Sélection publicado pela revista VEJA na edição de 06 de Julho de 2013.

Fiquei extremamente feliz pelo convite e pela oportunidade de compartilhar minhas experiências com os queijos com cada vez mais “cheese lovers”!

Espero que gostem da matéria!

* clique na foto para melhor visualização.

Guia de queijosEntrevista Carla

Fondue de chocolate com queijo

Fondue de chocolate com queijo 3

Fondue de chocolate já é uma tradição na noite do dia dos namorados. Aproveitar o friozinho da época com chocolate e morangos, os ingredientes da paixão, não é novidade. No entanto, podemos dar um toque de ousadia e requinte ao incluir outro elemento nesse clássico.

Descobri a pouco tempo que o queijo e o chocolate nasceram um para o outro, já contamos isso AQUI. É um tipo de harmonização por semelhança, já que os dois têm textura e teor de gordura parecidos. Quando se juntam na boca, a mágica acontece. Por que não saborear o queijo com o chocolate derretido?

Chocalate, morangos e queijoÉ a segunda vez que faço essa fondue aqui em casa e uso queijo como uma das opções de ingredientes para banhar no chocolate. Adivinhem o que acabou primeiro: morangos, uvas ou camembert? Quem apostou no queijo, acertou. Testado e aprovado. E olha que usei a minha cobaia mais exigente, meu filho de 12 anos!

Usei um chocolate belga 70% e queijo camembert jovem. Mas você pode dar asas à criatividade e descobrir sua combinação favorita. Para inspirá-los colei esta imagem com várias sugestões de harmonização que encontrei no site realcaliforniamilk.com. Continuar lendo

Como apreciar o queijo Roquefort

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Por Renata Curzi

Picante, salgado e doce. Tudo ao mesmo tempo. O roquefort é um dos queijos de sabor mais forte. Se existisse uma classificação dos queijos de acordo com um estilo musical, a do roquefort seria o heavy metal: muita guitarra e muita bateria harmonizadas por um baixo conciliador. Encontrar o balanço perfeito é uma arte que exige muita técnica, sensibilidade e um pouco de teimosia. Uma das razões pela qual  esse queijo tem status de lenda.

Mas de onde vem tanto sabor? Tudo é fruto da técnica de fabricação; do tipo de leite (ovelha), da cultura lática e do mofo utilizados. Cada gosto tem sua origem:

  • Pungência: Dois fatores contribuem para o sabor picante: o uso do leite de ovelhas e a ação do mofo, o penicillium roqueforti.
  • Salgado: os queijos azuis são usualmente mais salgados que os demais. Isso é necessário para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento do mofo.
  • Doçura: é uma característica dos queijos de ovelha. O leite dessa espécie é mais rico e denso do que os de vaca ou cabra. Ele tem mais proteínas, gorduras e também açúcares.

O Roquefort do Brasil

Roquefort

A produção de roquefort é talvez um dos maiores oligopólios do mundo dos queijos. Como já contamos AQUI esse nome vale ouro e é super protegido. O que não impede que nós tenhamos nosso “tipo roquefort”. Um produtor do RS importou ovelhas e fez cursos na França para fazer aqui um queijo mais semelhante possível ao original. Em empórios o roquefort nacional é vendido a R$180,00 por quilo; no site da marca, que entrega em todo o Brasil, custa R$130,00, enquanto o roquefort AOC da marca Societé (que usualmente tem os menores preços!) custa aqui R$350,00.

Como comer o queijo roquefort

A maioria dos brasileiros preferem queijos suaves e temos bastante resistência em provar variedades mais fortes. Gostamos de comer o queijo puro, mas tome cuidado ao tentar isso com um queijo azul de ovelhas.

O roquefort tem um sabor robusto. Poucos apreciam comê-lo puro; ele fica melhor em uma fatia de pão, de preferência, artesanal. Há quem goste de passar manteiga em sua superfície para deixá-lo mais delicado.

Acompanhamentos clássicos: pães, mel, PERAS, maçãs, figos, uvas e nozes. Os americanos adoram o molho de roquefort com carne, não há steak house sem essa opção no menu.

Bebidas: para equilibrar o sal, vinhos de sobremesa (porto ou sauterns). O meu livro preferido de harmonizacão de queijos e vinhos (Cheese and Wine, de Janet Fletcher) sugere também o Sauvignon Blanc.

Brie Duplo Creme

duplocreme1 Por Renata Curzi

Abrir a embalagem. Sentir o perfume. Observar a casca e as pequeniníssimas olhaduras presentes na massa pálida e untuosa. Imaginar o sabor. Cheirar de novo para, afinal, provar e sentir-me no céu. Bons queijos me fazem feliz! Ainda mais se for um brie (já falamos sobre aqui). Ainda mais se estiver beeem maturado. Se for duplo creme, então… Um deleite!

Os queijos duplo creme(double cream em inglês, double-crème em francês) são deliciosos porque são mais gordinhos do que os seus similares: aqui vale a máxima do tudo que é bom engorda.  A massa fica tão macia que é possível espalhá-la com uma espátula no pão e vai derreter  na sua boca. Pura luxúria.

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Roquefort is beautiful

Por Renata Curzi

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Não podia deixar de compartilhar estas imagens com vocês. Elas são lindas, criativas e inspiradoras. Foram feitas para celebrar os 150 anos da marca de queijo roquefort Société. Selecionei algumas e colei aqui, mas você pode ver todas as outras no site especialmente criado para a ocasião. O mote da campanha publicitária é “Société:150 ans de plaisir”. Vale a pena dar uma olhadinha aqui.

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Todo esse investimento em marketing reflete o cuidado que existe em relação ao nome e à lenda “Roquefort”. Esse queijo foi o primeiro a receber o selo de indicação de origem em 1926 (AOC), mas ainda em 1411 o Rei Carlos VI concedeu o monopólio de manufaturá-lo aos  moradores da região . Mas um produto não vive só de fama, os fabricantes também investem muito em qualidade e padronização.

Alguns críticos dizem que tudo isso não passa de protecionismo. Eu digo que a recompensa vale o esforço: atualmente o roquefort é um dos queijos mais caros do mundo. No Brasil chega a custar R$350,00 o kilo.

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Rock-fort

BigRoq

BigRoq

A Société é responsável por 60% da produção mundial. Aliás, só existem 7 produtores. Isso por causa da limitação geográfica, somente pode ser chamado de roquefort o queijo produzido com o leite das ovelhas da região de Aveyron e maturado nas cavernas de Roquefort.

 

 

 

Bombom de queijo Brie

Por Renata Curzi

IMG_0428Depois que experimentei a dupla Brie + Chocolate, confesso que fiquei meio obcecada pelo assunto. Como prometi no último post, quando testasse outras receitas usando a mistura, contaria aqui o resultado. Escolhi uma bem inusitada  – bombom de brie.

Vi os bombons neste site aqui. Eu tinha certeza de que o sabor seria ótimo, porque a receita nada mais é do que a mistura de 2 ingredientes que nasceram um para o outro. Mas a forma de apresentação me conquistou: um bombom de queijo? Eu tinha que fazer aquela receita de qualquer jeito.

IMG_0432 2No entanto, minhas habilidades de chocolateira são beeem limitadas. Fiz o teste para ver se seria possível fazer em casa numa boa. Como vocês podem conferir na foto, eles ficaram meio feinhos, mas garanto que estavam uma delícia. Afinal, bombom rústico tem um quê de aconchego.

Só tenho uma observação quanto à receita: cuidado com a conservação! O queijo dessora de um dia para o outro se ficar fora da geladeira e se o chocolate for refrigerado por muito tempo fica “suado” e todo manchado quando volta para a temperatura ambiente. Por isso acho que os bombons têm que ser feitos no dia do consumo. Isso não é problema porque é muito rápido fazer os bombonzinhos.

Receita Continuar lendo